[Resenha] Anna Kariênina por Liev Tolstói

janeiro 31, 2018

Olá, pessoal. Hoje trago a resenha de um clássico da literatura russa o qual sempre tive muita curiosidade em ler, mas por ser um livro grande de quase 900 páginas sempre fui deixando para depois.

Finalmente, veio um dia de inspiração e comecei a leitura. A primeira frase já me impactou: “Todas as famílias felizes se parecem, cada família infeliz é infeliz à sua maneira.”

A primeira edição do livro completo foi lançada em 1877, porém antes já eram publicados trechos dela em uma revista. Liev Tolstói teve muitos problemas durante o processo de escrita, algumas dificuldades pessoais e outras com o seu próprio livro, querendo até mesmo desistir de terminá-lo.



O livro aborda dois personagens principais: Anna e Liévin, este que se assemelha muito com o próprio escritor até mesmo na grafia do nome. Por sua vez, Anna é casada e tem um filho com Aleksiei Aleksándrovitch, um homem muito importante dentro da aristocracia russa. Ao longo do enredo, Anna se envolve com Vrónski e larga tudo para ter uma vida junto com ele.

O livro aborda muitos temas: o adultério, a morte, a loucura, o descontrole emocional e é carregado de um realismo crítico que se liga ao contexto social da época. A agricultura russa também é outro tema muito abordado na obra, principalmente nas passagens do personagem Liévin.

A escrita realista do livro foi o que me fez amá-lo. A construção dos personagens, de suas emoções obscuras e de seus pensamentos é muito genial. Não temos uma romantização do adultério, mas somos expostos a realidade dos sentimentos humanos, somos expostos a realidade da vida e do que acontece, principalmente frente ao papel da mulher perante a importância de se ter uma família. E a literatura tem como objetivo mostrar que certas coisas existem, as pessoas gostando ou não. E essa é a parte genial, ser colocado em uma realidade diferente, dentro de pensamentos de personagens que se assemelham completamente as pessoas da vida real. Existe uma passagem do livro a qual exemplifica isso: “Se há tantas cabeças quantas são as maneiras de pensar, há de haver tantos tipos de amor quantos são os corações.”

Um outro ponto incrível do livro é a dúvida que ele deixa no final. O leitor (ou pelo menos eu), não consegue identificar se Anna estava certa quanto as suas dúvidas sobre a fidelidade de Vrónski ou se ela enlouqueceu, pois não temos acesso aos pensamentos de Vronski, apenas somos jogados dentro da loucura de Anna e de suas afirmações. E nisso, ele se assemelha ao livro de Machado de Assis, Dom Casmurro.

A edição que eu li foi distribuída pela editora CosacNaify e fiz a leitura pelo Kindle. A capa é maravilhosa, a revisão é maravilhosa e a tradução foi feita o mais fiel possível, segundo o tradutor Rubens Figueiredo. A leitura demora um pouco para ser finalizada, pois a escrita do livro por não ser tão fácil, pode deixar o leitor cansar em um período de tempo mais curto, mas quando lemos um clássico temos que ter em mente isso.


Para finalizar, gostaria de indicar o filme Anna Karenina de 2012, dirigida por Joe Wright, o mesmo diretor de Orgulho e Preconceito de 2009. Eu me apaixonei pelo filme, sua fotografia é maravilhosa, mas a história dá mais enfoque a Anna do que o personagem Liévin e deixa mais dúvidas sobre os reais sentimentos de Vrónski do que o livro. 




Avaliação: 5/5
Autor: Liev Tolstói
Ano da edição: 2005

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