[Resenha] A Grande Ilusão – Harlan Coben







E aí, geeks?

Eu estive sumida por um tempo, final de semestre tava meio impossível de ler ou escrever qualquer coisa que não fosse da faculdade, mas agora vai dar para colocar as coisas em dia. Hoje trago a resenha do livro A Grande Ilusão, do autor Harlan Coben, e-book recebido em parceria com a Editora Arqueiro.


Para quem já conhece o Coben, sabe que os livros dele em geral fazem parte do gênero “mistério” geralmente envolvendo um crime ou uma morte suspeita que é desenrolada ao longo da história. Desta vez, não é diferente, mas o livro traz uma trama bacana, com uma pegada interessante, que eu gostei bastante, embora eu só tenha lido o “Não conte a ninguém”, do mesmo autor (a qualquer momento terá resenha dele aqui no blog).

Então, talvez, se ele sempre repetir essa mesma receita, algumas pessoas que já tenham lido mais livros do Harlan podem achar este um pouco repetitivo. Mas enfim, vamos a sinopse:

No ínicio da história já nos damos de cara com um enterro, o que deixa tudo mais intrigante. John e Maya foram atacados por três bandidos, John foi baleado, mas nada sério aconteceu com Maya. Viúva com uma filha pequena, poderíamos pensar que Maya estaria totalmente indefesa, mas felizmente ela é uma militar afastada, e está armada até os dentes (kkkk). Além disso, ainda tem um amigo militar para ajudá-la.



Logo após o enterro, Maya ganha de uma amiga um porta-retratos digital que contém uma camêra, para que ela possa observar sua filha com a babá da família do marido enquanto trabalha (ou faz outras coisas). Tudo indo bem, a babá parece até boa demais, sempre sorrido como se soubesse que está sendo observada. Até que...

Num dia normal de verificação da câmera oculta, Maya vê seu falecido marido pegar sua filha no colo no sofá e brincar com ela. Começando a ter um pequeno surto, Maya começa a avaliar as possibilidades e investigar mais a fundo o que pode ter acontecido. Será que seu marido não morreu? Como, se ela também estava lá a ouviu os disparos? Onde ele está?

Quanto mais a história avança, mais nos percebemos emaranhados nos segredos da família rica de John, sem saber em quem acreditar.

O enredo é bem convincente, os detalhes se encaixam e o autor não deixa pontas soltas. Algumas situações que são descritas parecem um pouco confusas de início, mas tudo passa gradualmente a fazer sentido. Eu devorei esse livro muito rápido, segundo o aplicativo da Kobo (que é muito bom), eu levei 7,7 horas para lê-lo, durante uns 3 dias, ou seja, rapidão.

Eu pelo menos não conseguia largar, a não ser para questões de sobrevivência, tipo alimentação e sono. A Maya é uma personagem incrivelmente bem desenvolvida e você entende os passos dela, os problemas, as crises, tudo faz sentido com sua história e sua personalidade. Ela também é meio xeróque rolmis, pra quem gosta do estilo, o que eu acho bem bacana.

O fato do narrador ser em terceira pessoa é a grande sacada da história, e é um narrador onisciente, o que nos aproxima muito da personagem principal, sabemos como ela se sente e o que ela pensa, e ao mesmo tempo nos distancia, já que não é um narrador-personagem. Isso é interessante e é essencial para a construção da história, nada faria sentido se o narrador fosse em primeira pessoa, mas você vai entender isso melhor quando você fizer a sua leitura. A edição é simples e limpa, bem consonante com a atmosfera da narrativa. Não encontrei nenhum problema na leitura, tudo nos conformes, como eu já esperava.

O livro é bem para diversão mesmo. Sem grandes reflexões existenciais é claro. Sem um grande universo construído especialmente para a história. Mas uma boa narrativa, sem dúvida. Uma boa pedida para você que está querendo uma leitura para passar tempo no fim das férias, ou para aquele momento a noite depois do jantar e do trabalho, que vai te tirar das preocupações cotidianas.

Enfim, tá recomendado, acho que vai ser uma experiência agradável para quem quiser se arriscar no meu conselho. Uma boa leitura para quem ler e espero que tenham gostado da resenha!

Avaliação
4/5


Título: A Grande Ilusão
Autor: Harlan Coben
Editora: Arqueiro
Número de páginas: 304
Livro único

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Comentários
3 Comentários

3 comentários :

  1. Oi,
    Tudo?
    Putz tinha escrito alto comentário aqui e apertei no fechar sem querer, mas vamos lá de novo. Eu ainda não conheço o autor mas tenho muita curiosidade em ler algo dele. Você acha que esse foi melhor do que O não conte para ninguém?Infelizmente agora estou sem grana, mas assim que conseguir quero adquirir algum dos livros dele. Parabéns pela resenha.
    Beijos
    Raquel Machado
    Leitura Kriativa
    http://leiturakriativa.blogspot.com.br/

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  2. eu curto a narrativa de Coben e confesso que to curiosa com esse livro... outros que li dele me agradaram bastante, e essa premissa parece ser bem empolgante... você leu super rápido mesmo, amo leituras que me despertam essa avidez pra saber o desfecho...
    bjs...

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  3. Olá, os romances policiais sempre tem essa pegada de mistério e assassinatos e eu gosto da escrita do Harlan por ser bem fluida e a gente não fica viajando em muitos rodeios. É fato que com a continuidade as tramas acabam meios repetitivas, mas pra quem gosta como eu, está sempre esperando algo de novo em uma nova história. Bjs

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