Cantinho Geek

07 dezembro, 2019

[All Star] Judite Deus do TFT e Faker solado no X1
dezembro 07, 20190 Comentários

Dia 2 

O primeiro jogo foi o modo carruagem que é quando um player usa o mouse e outro player usa o teclado. 



A equipe vencedora foi a equipe azul, com uma atuação muito boa de SneakyTaylor e do Lee Sin do OptimusThree.
No time vermelho o destaque foi a Diana. 



Duelo de X1 

O primeiro duelo da noite foi entre os junglers Jankos x Tian. O Jankos jogou de Darius e o Tian jogou de Akali. 
O duelo foi levado para a morte súbita e o ganhador foi o Jankos com uma bela troca. 



O segundo duelo da noite foi entre Faker x Levi. O Faker jogou de Akali e o Levi jogou de Tristana. 
O vencedor foi o jogador Levi, após um erro do Faker que acabou pulando para fora do círculo de fogo na morte súbita. 

O terceiro duelo foi entre TheShy x Evi. O jogador TheShy foi de Fiora e o Evi de Tahm Kench. 
O vencedor foi o jogador TheShy que mostrou a sua grande maestria de Fiora, lembrando que o mesmo é Top Laner e aproveitou a sua zona de conforto. 

O quarto duelo foi entre o jungler Ahahacik x suporte Mikyx. O Ahahacik jogou de Draven e o Mikyx foi de Skarner. 
O vencedor foi o suporte Mikyx com o seu Skarner, foi um pick genial já que o cristal ficava cobrindo praticamente toda a rota do X1. 

O quinto duelo foi ente o jogador Pabu x Bwipo. O Pabu jogou de Kled e o Bwipo foi de Olaf. 
O vencedor foi o jogador Bwipo com o Olaf, o confronto foi decidido na morte súbita, porém o Olaf estava melhor farmado. 

O sexto confronto foi ente o Doinb x Fofo. O Doinb que é o atual campeão mundial jogou de Ryze e o Fofo jogou de Irelia. 
O vencedor do duelo foi o Fofo com sua Irelia, o Ryze não teve nenhuma chance contra a Irelia do Fofo. 

O sétimo duelo foi entre o baby faker mais conhecido como CAPS x Closer. O Caps jogou de Darius e o Closer jogou de Renekton. 
O vencedor do duelo foi o Baby Faker CAPS, o jogador foi totalmente dominante com o seu Darius e levou a vitória antes mesmo de chegar na morte súbita. 

O oitavo e último duelo da noite foi entre os jogadores Uzi e Bang. Os dois atiradores que tem muita história no cenário de league of legends. O Uzi jogou de Varus, já o Bang foi de Yasou. 
O vencedor foi o Uzi que deu uma grande outplay no Yasou do Bang. 

As quartas de final foram entre: 

TheShy x Mikyx - TheShy foi o vencedor e avança para as semi.

Jankos x Levi - Levi foi o vencedor e avança para as semi.

Bwipo x Fofo - Bwipo foi o vencedor e avança para as semi.

Caps x Uzi - Uzi foi o vencedor e avança para as semi.



TFT 

O representante brasileiro Jschritte ou Judite estreou muito bem na competição, o mesmo ficou na segunda colocação em uma disputa apertadíssima. Ele avança para as finais que ocorreram nesse sábado dia 07/12.



Modo Assasino

O time vencedor foi o time de Faker e compania a equipe vermelha, o destaque foi do Faker que jogou com a Diana e acabou com o jogo.


Fiquem atentos que logo logo tem mais atualizações!
Até mais Geek's

06 dezembro, 2019

[PaiN Gaming] - Key o suporte Chave
dezembro 06, 20190 Comentários
Foto de divulgação PaiN

Hoje a equipe PaiN Gaming anunciou seu mais novo suporte para completar a dupla coreana, a equipe já havia contratado o Jungler Seonghwan. Key vem para reforçar ainda mais o Dream team que a PaiN esta montando para o primeiro split de 2020.
Key ja jogou alguns splits da LCK então o mesmo já traz uma bagagem de conhecimento de jogo bem avançada. 


O jogador já atuou pela ECS Ever, sendo campeão da Kespa Cup de 2015 e da IEM Cologne X, também atuou pela ROX Tigers até 2018, com boas atuações. Após mudanças a Rox se tornou  Hanwha Life, onde o suporte seguiu até esse ano, quando foi dispensado e se tornou livre para negociações. O suporte já atuou ao lado do caçador Yoon "SeongHwan" o que traz um pouco de conforto já que ambos já se conhecem. 


O adcarry que vai fazer dupla com o suporte coreano ainda não foi anunciado, alguns cogitam a volta de Felipe Gonçalves "Brtt" porém ainda não há nenhuma confirmação são apenas especulações.

Fiquem antenados que logo tem mais notícias. 

Bem vindo Key!



[All Star] - Riot Games
dezembro 06, 20190 Comentários

Olá Geek's, estão acompanhando o All Star? 

Pra quem não conhece lá vai um breve resumo.

O All Star é um evento feito pela empresa Riot Games dona do famoso League of Legends, o campeonato tem a intenção de integrar os players de todo mundo, e as premiações são direcionadas para caridade.

O Brasil esta sendo representando por 2 Pro playeres e 3 personalidades, sendo eles; Goku jogador do Flamengo e Shrimp que é Ex jogador do time. As personalidades são Jovirone, Riyuuka, Jschritte.

No primeiro dia o destaque ficou por conta da nossa personalidade Jovirone a qual deu uma aula de Lee Sin.

Serão vários estilos de jogo até mesmo o famoso X1.

O evento começou no dia 05/12 e vai até 07/12

Segue abaixo os cronogramas.



Dia 221h Competição Modo Carruagem
22h Torneio 1v1 - Rodada de 16
23h Competição das Lendas do TFT
00h Partida de Duelo 5v5 - China vs. Coreia (07/12)
01h Competição de Profissionais do LoL Esports no TFT (06/12)
02h Torneio 1v1 - Rodada de 8 (07/12)
02h30 Partida de Duelo 5v5 (07/12)


Dia 321h Competição Modo Carruagem
22h Torneio 1v1 - Semifinais (2x Md3)
23h Final da Competição de Profissionais do LoL Esports no TFT
00h Partida de Duelo 5v5 (08/12)
01h Competição Modo URF (08/12)
02h Final da Competição das Lendas do TFT (08/12)
02h30 Torneio 1v1 - Final (1x Md3) (08/12)


Para acompanhar bastar procurar no Youtube ou no próprio site do League que estarão linkados abaixo. Espero que curta o evento.




Fiquem ligados que logo tem mais notícias!

23 novembro, 2019

Aprenda a economizar na hora de comprar livros
novembro 23, 20190 Comentários
Olá meus lindos leitores. Faz um tempo que não escrevo para o blog, não é? Bom, estou tirando as teias de aranha hoje para falar sobre uma coisa que todo amante de livro A-D-O-R-A: desconto! A sensação de ir ao carrinho de compras, aplicar um cupom de desconto e ver alguns reais sendo economizados é ótimo, né? Ainda mais quando a gente pensa "já que vai ficar mais barato, acho que vou levar mais um livro!".

Com a Black Friday chegando os descontos vão estar nas alturas, então, que tal economizar um pouquinho mais?

20 novembro, 2019

O recomeço
novembro 20, 20190 Comentários
Olá meus amores! Há quanto tempo, não é?

Esses dias eu fiz um vídeo e postei no canal contando um pouco sobre o que aconteceu comigo esse últimos meses e como será o blog daqui para frente. Eu fui bem sincera e espero a compreensão de todos.

 

06 setembro, 2019

20 agosto, 2019

[Resenha] O Momento de Voar — Como o empoderamento feminino mudou o mundo de Melinda Gates
agosto 20, 20190 Comentários



Lançado ainda esse ano no Brasil pela editora Sextante "O Momento de Voar — Como o empoderamento feminino mudou o mundo" foi escrito pela americana Melinda Gates (co-presidente e co-fundadora da Fundação Bill e Melinda Gates, ex-funcionária da Microsoft e também esposa de Bill Gates) contando um pouco sobre a sua experiência e seus projetos ao redor do mundo para empoderar mulheres, como eles iniciaram e qual a importância deles não só para a vida feminina, como também para suas famílias, para a economia e até para a sociedade como um todo.

"Quando nós, mulheres, podemos decidir se e quando teremos filhos; quando podemos escolher se, quando e com quem vamos nos casar; quando nós, mulheres, temos acesso ao serviço de saúde, contribuímos com nossa parcela justa de trabalho não remunerado, recebemos a educação que desejamos, tomamos as decisões financeiras e que precisamos, somos tratadas com respeito no trabalho, desfrutamos dos mesmos direitos que os homens e ascendemos com a ajuda de outras mulheres e de homens que nos ensinam a estar na liderança e nos apoiam para ocupar cargos mais altos, nós prosperamos... e nossas famílias e comunidades prosperam conosco."

Inicialmente, Melinda fala da importância do planejamento familiar. Em regiões da África e da Ásia, principalmente, há mulheres que nunca souberam sobre métodos contraceptivos e nem tiveram acesso a eles. Meninas casam-se muito cedo e desde então passam a ter filhos atrás de filhos, muitas vezes parindo mais crianças do que podem sustentar e criar. Com uma gestação atrás da outra, as mães ficam cada vez mais doentes, os filhos com menores índices de educação, menos alimentos e também suscetíveis a mais doenças. É um ciclo que se repete e quanto mais gravidez, mais misérias e menos oportunidades. 

Diante desse cenário, Melinda e seu esposo notaram a necessidade de projetos que levassem o planejamento familiar também para áreas afastadas e pobres. E aos poucos, a autora narra histórias de mulheres que conheceu que andavam vários quilômetros para receber uma injeção contraceptiva, porque sabiam da importância dela. E muitas vezes, faziam isso, sem o conhecimento do marido, que poderia não gostar da ideia de planejar as gestações.


Melinda também conta da dificuldade que essas mães têm na hora do parto, os costumes que estão arraigados na cultura na qual vivem e que são prejudiciais inclusive para os bebês. Há o caso de uma mãe que pariu e seu bebê foi deixado ao chão, sem proteção, no frio e estava morrendo de hipotermia. Há outros em que as crianças logo que nascem são deixadas dias sem serem alimentadas. Para superar tudo isso, a fundação dos Gates investiu em capacitação profissional para dar assistência aos partos e também num maior contato com cada comunidade, gerando discussões conversas e mostrando pouco a pouco quanto algumas práticas culturais são equivocadas e prejudicam mães e crianças.


Outros temas abordados no livro são a mutilação genital feminina, casamento infantil, a privação feminina de frequentar a escola, as mulheres na agricultura e o trabalho não remunerado em casa. Esse último, com projetos onde marido e esposa trocavam de lugar e só então eles percebiam o quanto elas trabalhavam, sendo sempre muito mais horas do que eles em seus empregos fixos. Há também um caso de mulheres que caminhavam mais de 20 km diariamente para buscar água. Um dos maridos foi convencido a ficar responsável por essa tarefa, e notou que sua esposa passou a ficar mais descansada, saudável e feliz. Ele espalhou isso aos demais maridos e muitos deles assumiram a tarefa também e então, para evitar caminhar os 20 km optaram por ir de bicicleta, depois criaram formas ainda mais fáceis de pegar água.

Isso só ocorreu porque eles, que tinham poder de ação dentro da comunidade, colocaram-se no lugar delas e perceberam as dificuldades que enfrentavam. Possivelmente se as mulheres prosseguissem realizando a tarefa, nada mudaria. Elas não têm voz e espaço para fazer as mudanças ocorrerem. O mundo delas é isolado. Só quando alguém se pôs na pele delas foi que notou suas necessidades e pôde agir. Por isso é tão importante a participação feminina na sociedade, na política, na economia e nas empresas. Elas, mulheres, notam necessidades diferentes, notam novos nichos de mercados, outras dificuldades e a diversidade étnica cultural, de gênero, idade, etc só tem a agregar.



Alguns trechos em que a autora contava a história de mulheres de mundo muito diferente dos dela eu senti um tanto de superficialidade na narrativa. Entretanto, no capítulo em que Melinda aborda as dificuldades da mulher no mercado de trabalho e conta suas próprias experiências nas empresas do Vale do Silício foi um dos meus preferidos. Não sei se é porque é uma das partes em que mais se assemelha a minha realidade ou se simplesmente ela fala com maior propriedade do que já viveu. A autora também aborda o movimento #MeToo e como pouco a pouco estão mudando a cultura machista das grandes empresas. E há momentos também que conta um pouco mais de sua relação e a parceria com o marido Bill Gates.



"Uma menina que recebe amor e apoio pode começar a derrotar a autoimagem que a mantem prisioneira. À medida que ganha autoconfiança, vê que pode aprender. À medida que aprende, enxerga os próprios dons. À medida que desenvolve esses dons, compreende o poder que tem e se torna capaz de defender os próprios direitos. É isso que acontece quando oferecemos amor, e não ódio, às meninas. Levantamos o olhar delas e elas ganham voz própria." 

"O Momento de Voar — Como o empoderamento feminino muda o mundo" é um indispensável para se entender a importância do feminismo e mais do que isso recordar o quantos as mulheres ainda estão distante da equidade com os homens, principalmente em países menos desenvolvidos e pobres. Muitas vezes, esquecemos o quanto somos mulheres privilegiadas e quanto já conquistamos, mas Melinda, nesse livro, faz com que recordamos e descubramos o quanto ainda temos a conquistar e como essas conquistas podem beneficiar a todos.


Avaliação: 
4/5

Adquira no site da editora: 

05 agosto, 2019

[Resenha] Eu sou Malala - Malala Yousafzai e Christina Lamb
agosto 05, 20190 Comentários

"O Talibã podia tomar nossas canetas e nossos livros, mas não podia impedir nossas mentes de pensar." (Eu sou Malala - Página 156)

A frase acima, retirada do livro "Eu sou Malala" define bem a ideia principal da obra. Escrito em conjunto por Malala Yousafzai e a jornalista Christina Lamb, em forma de biografia e  lançado em 2013 no Brasil pela Companhia das Letras, o livro conta a história da garota paquistanesa que lutou desde cedo pelo direito à educação e pelo direito das mulheres, e que aos 15 anos foi baleada na cabeça pelo grupo extremista Talibã e, ainda assim, sobreviveu.

O livro conta desde o nascimento de Malala, sua infância comum até poucos meses após o atentado que sofreu, seu tratamento na Inglaterra e a adaptação à nova vida, longe de casa.


"Quando ouvia as histórias sobre as atrocidades que aconteciam no Afeganistão, eu celebrava o Swat. Aqui uma menina pode ir à escola, eu dizia. Mas o Talibã estava logo ali, na esquina, e era pachtum como nós. Para mim, o vale era um lugar ensolarado. Não puder ver as nuvens se juntando atrás das montanhas. Meu pai costumava falar: 'Vou proteger sua liberdade, Malala. Pode continuar sonhando.' " (Página 17)

Malala nasceu no Swat, uma região do Paquistão, que ao longo dos anos foi tomada pelo Talibã. Seu pai era o dono de uma escola, e realizava seu sonho ao ensinar e mudar a vida de crianças com a educação, inclusive dando bolsas de estudo gratuitas a muitas delas e permitindo que meninas e meninos estudassem em um mesmo local.

Mesmo no início da infância de Malala, na época ainda de calmaria, as mulheres não costumavam estudar. A própria mãe da garota era analfabeta. Já nessa fase, o pai de Malala era um defensor da educação para todos, e convencia as famílias a deixarem suas filhas frequentarem a escola. Apesar disso, as meninas e mulheres possuíam certa liberdade e podiam sair pela cidade sozinhas e sem estarem completamente cobertas. A elas também era permitido que estudassem e tornassem-se no futuro professoras ou médicas. Malala, entretanto, sempre sonhou em ser política e ajudar seu povo.


"Um homem sai pra trabalhar, recebe salário, volta para casa, come dorme — é isso que ele faz. Nossos homens pensam que ganhar dinheiro e dar ordens é ter poder. Não percebem que o poder está nas mãos da mulher, que passa o dia cuidando de todos e que dá à luz. Em nossa casa mamãe administrava tudo porque meu pai vivia ocupado. Era ela que acordava cedinho, passava nossos uniformes escolares a ferro, preparava nosso café da manhã e nos ensinava como devíamos nos comportar. Era minha mãe que ia ao mercado fazer compras e cozinhas. Tudo ficava a seu encargo."  (Página 126)

Mostrando os diversos percalços que a família enfrentou parar abrir uma escola e o dia a dia de Malala, o livro aborda uma menina comum, com pensamentos e desejos comuns, que pouco a pouco foi crescendo, amadurecendo e tornando-se uma pessoa consciente e ativa politicamente. Vemos uma Malala competitiva, que disputava ano a ano o troféu de melhor aluna da escola e chorava quando não ganhava. Vemos também suas diversas brigas com Molina (sua melhor amiga), a vez em que, ainda na infância, roubou algumas jóias de uma amiga porque não tinha peças semelhantes. Malala é uma menina como qualquer outra, que brinca com os vizinhos, briga com os irmãos, leva bronca dos pais e se diverte em passeios. Conhecemos sua cor preferida (rosa), sua dificuldade em matemática e a necessidade de estudar mais física, o desejo de impressionar o pai, entre tantas outras coisas.

Mas vemos aqui também, o crescimento do Talibã na região onde mora. Tudo inicia com um programa de rádio feito diariamente e que informa a população seus preceitos e seus ideias, dizendo o que é pecado, o que não é e como as pessoas deviam viver. Começa aqui a pregação contra a educação de meninas, o desejo de que elas fiquem em casa, se cubram e não cometam nenhum pecado. Aos poucos, vemos cidadãos seduzidos com a proposta de novo mundo islâmico e de jihad que o Talibã oferece. Conhecidos e até mesmo professores da escola do pai de Malala largam tudo para servir ao Talibã. Mulheres vendem suas joias e oferecem suas economias para financiar o grupo terrorista. E pouco a pouco ele vai ganhando importância e ditando as regras, matando aqueles que consideram pecadores e incorporando uma rotina de medo e violência à região.



Porém, isso não acontece sem resistência. Diversas pessoas tentam se opor ao grupo. Uma das principais sendo o pai de Malala, que começa a discursar a favor da educação e ao fim da violência em diversos locais e meios de comunicação. Muitas vezes, ele levava a filha junto e os jornalistas estrangeiros ficavam encantados ao ver uma criança e uma garota falando das proibições que sofria e ainda em inglês! (Língua que ela aprendeu na escola e com o pai.)

E é preciso que se diga que Malala e o pai não estão sozinhos. Há diversas outras meninas, pais, filhos, famílias, professores e mulheres que lutam pela volta da paz ao Swat. Malala é apenas um reflexo do meio em que vive, sendo como diversas outras garotas da escola que também sonhavam grande e iam para a escola escondido da sociedade. Mas a família dela é o essencial para que ganhasse tanto destaque. Não só o pai, que sempre foi ativista da igualdade dos sexos e da educação, mas também a sua mãe, que apesar de analfabeta, sempre soube muito sobre a vida e sempre demonstrou ser uma mulher forte e decidida, que permitia que a filha se expusesse, quebrava algumas regras e viveu muito tempo enfrentando as ameaças à vida de sua família.


"Querido Deus
Sei que o Senhor vê tudo, mas há tantas coisas que às vezes alguns detalhes podem passar despercebidos, sobretudo agora, com o bombardeio do Afeganistão. Mas acho que o Senhor não ficaria feliz se visse a maneira com algumas crianças da minha rua estão vivendo, num lixão. Deus, me dê força e coragem e me aperfeiçoe, pois quero transformar este mundo num mundo perfeito.
Malala."  (Página 98)

Após alguns anos, a situação do Talibã na região tornou-se insustentável. Muitos dos moradores locais já haviam ido embora ou sido mortos. Os que permaneciam viviam em constante medo e terror psicológico, tendo que obedecer às regras impostas pelos terroristas. Diversas escolas foram explodidas e, após um tempo, todas as que atendiam a alunas mulheres foram fechadas, incluindo a de Malala e seu pai.

A família, então, teve que migrar e mudar para outras regiões, onde permaneceu por algum tempo, enquanto o exército enfrentava os talibãs e liberava o vale para que a população pudesse retornar. Demora alguns meses, mas eles enfim retornam para casa. O talibã foi derrotado e ninguém mais achava que eles demonstrassem algum perigo.

Apesar disso, não é o momento de tranquilidade no Swat. Algumas catástrofes ambientais acontecem na região, entre elas uma enchente, que prejudica ainda mais a situação de um povo que tentava se reerguer. Mas aos poucos eles vão se recuperando e as coisas voltam a ser como antes, pelo menos superficialmente. Até as escolas são reabertas e Malala e as colegas podem voltar a estudar.


"'A vida não se resume a inspirar oxigênio e expirar gás carbônico. Você pode ficar aí, aceitando tudo que o Talibã ordena ou pode resistir a eles.'" (Página 132) 

Mas logo começam as ameaças à vida ao pai de Malala e à ela. O pai dela já sofria ameaças antes, mas agora elas tornam-se mais intensas. E ninguém acredita que os talibãs teriam coragem de matar uma criança inocente, como a garota. Mas apesar disso, ela é atacada e é baleada, juntamente com outras dua colegas.

O disparo acerta Malala próximo à sobrancelha esquerda, sem atingir seu cérebro e a bala se aloja próximo ao seu ombro. Entretanto, a situação dela torna-se grave, estilhaços de ossos atingiram a massa encefálica e ela é operada. Na operação, realizada por um médico paquistanês experiente em operar militares feridos, parte do crânio é retirado, para que o cérebro possa permanecer inchado sem maiores problemas, e o pedaço do osso é guardado dentro da própria menina, especificamente, abaixo da pele do umbigo, onde poderia ficar armazenado e ser utilizado após alguns meses.

Malala fica em coma induzido por algum tempo e, enquanto isso, ganha destaque na mídia internacional, tornando-se conhecida em todo mundo. Com isso, esforços se unem e a garota é enviada em estado grave para a Inglaterra, onde é tratada por especialistas e permanece por mais um tempo desacordada. Quando desperta, após semanas, encontra-se em um lugar desconhecido, com pessoas desconhecidas, sem sua própria família (que por burocracias, permaneceu no Paquistão por mais um tempo) e sem conseguir se comunicar com ninguém, seja por escrita ou fala.

Mas aos poucos ela vai se recuperando, descobrindo o que aconteceu e recobrando a memória. Sua família também consegue viajar para a Inglaterra e acompanha o tratamento da menina, que passa por novas cirurgias, uma pra religar um nervo facial e recuperar o movimento do lado esquerdo do seu rosto, corrigir um problema de audição e colocar uma chapa de titânio no crânio (o pedaço do osso guardado não pode ser utilizado).

Após isso, ela e a família permanecem morando na Inglaterra, Malala passa a conhecer e atuar no mundo todo, mas eles não conseguem retornar ao Swat, que é o grande sonho dela. (Pesquisando depois, descobri que ela conseguiu voltar e reencontrar amigos e vizinhos em 2018, mas como o livro foi publicado em 2016, isso ainda não havia acontecido).
"Comecei a entender que a caneta e as palavras podem ser muito mais poderosas do que metralhadoras, tanques ou helicópteros. Estávamos aprendendo a lutar. E a perceber como somos poderosos quando nos manifestamos." (Página 167)


E pra finalizar, gostaria de dizer que "Eu sou Malala" é um livro inspirador e emocionante, uma das melhores leituras de 2019 até o momento, que mostra além de uma menina que lutava pela educação e pelo feminismo e tornou-se símbolo mundial, mostra uma garota humana e comum, como qualquer um e mostra como todos podemos fazer a diferença. Também, através do livro pude aprender mais sobre a região do oriente médio e seus conflitos, a formação de grupos terroristas e a influencia que os Estados Unidos tem na área e o quanto isso interfere a política externa deles.

"Eu sou Malala" é um livro que rompe com os estereótipos dos muçulmanos,  mostra que não devemos ter preconceito e que como qualquer outra, é uma religião que prega o amor e a paz, a igualdade, mas que acaba sendo interpretada de maneira equivocada e usada para fins não nobres. A própria Malala admite isso. Ela repete diversas vezes que em nenhum lugar do Alcorão há algo dizendo que as mulheres devam ser tratadas como inferiores aos homens ou servi-los, pelo contrário, o Alcorão prega que todos busquem conhecimentos, inclusive elas e sejam iguais. E é por isso que Malala luta.

Avaliação: 
5/5