Cantinho Geek

20 agosto, 2018

Lançamento DarkSide - Inferior é o Car*lhø
agosto 20, 20180 Comentários

Olá geeks, tudo bem com vocês?

Hoje venho lhes mostrar o novo lançamento da DarkSide: Inferior é o Car*lhø. O livro será lançado pelo selo Crânio, que foi criado para que nós questionemos o estranho mundo em que vivemos.

Existem alguns “fatos” sobre as diferenças entre os sexos que nós crescemos sabendo. Homens são fortes, durões, mais inclinados à promiscuidade e melhores ao estacionar carros. Mulheres são mais sensíveis, menos intelectuais, não tão favoráveis ao sexo casual e são melhores cuidando da família. Certo?
Errado.


De acordo com a editora, 

As primeiras páginas já surpreendem ao resgatar uma troca de cartas ocorrida na era vitoriana entre Caroline Kennard, destaque no movimento feminista em uma cidadezinha de Massachusetts, nos Estados Unidos, e o naturalista inglês Charles Darwin. “Certamente acredito que as mulheres, conquanto, em geral, superiores aos homens [em] qualidades morais, são inferiores em termos intelectuais, e parece-me ser muito difícil, a partir das leis da hereditariedade (se eu as compreendo de forma correta), que elas se tornem intelectualmente iguais ao homem”, escreveu o autor de A Origem das Espécies em uma negação de tudo pelo que o movimento de mulheres lutava à época — e segue lutando até hoje. A srta. Kennard não hesitou ao enviar uma resposta inflamada que dizia: “Deixe que o ‘ambiente’ das mulheres seja semelhante ao dos homens, e com as mesmas oportunidades, antes de julgá-las, com justiça, intelectualmente inferiores a eles, por favor”.

São pensamentos como o de Darwin que Angela Saini questiona em Inferior é o Car*lhø. Jogando luz sobre pesquisas controversas focadas nas diferenças entre os sexos — e não nas similaridades —, resultados de estudos tendenciosos que não incluíram a outra metade da população e até mesmo o machismo impregnado em laboratórios e universidades, ela investiga o mito de que homens e mulheres são fundamentalmente diferentes em sua biologia, mostrando como traçar essa linha nos afeta não apenas individualmente, mas também como sociedade.

“Inferior é o Car*lhø é a história de como a ciência tornou a jornada mais difícil — até agora.” — THE ECONOMIST —

“Um livro importante, belamente escrito, com uma narrativa convincente e evidências sólidas pesquisadas através das lentes da antropologia, história evolucionária, psicologia e neurociência.” — AARATHI PRASAD, AUTORA DE LIKE A VIRGIN —


Ficha técnica do livro: 

Título | Inferior é o Car*lhø
Autora | Angela Saini
Tradutora | Giovanna Louise Libralon
Editora | DarkSide®
Especificações | 320 páginas, Classic Edition (brochura)
Dimensões | 16 x 23 cm
ISBN | 978-85-9454-131-4

O que acharam? Eu fiquei bem curiosa com o livro, e esta capa está de matar, não é mesmo?

18 agosto, 2018

[Filme] Megatubarão
agosto 18, 2018 8 Comentários
Fala galera! Estou de volta e hoje irei falar sobre o filme Megatubarão (The Meg) que está nos cinemas. O que esperar de um filme com um tubarão gigante sendo enfrentando pelo ícone dos filmes de ação, Jason Statham? Tiro, porrada e bomba! É um filme B, mas com muita ação, suspense (sustos) e excelentes efeitos especiais! E pasmem, o filme é inspirado em um LIVRO de Steve Alten.


No longa, Statham é Jonas (captaram a referência?), um mergulhador especialista em resgates que está “aposentado” após um incidente no passado onde não conseguiu salvar alguns integrantes de uma tripulação e ainda foi acusado de ser louco por afirmar que havia uma criatura gigante naquelas águas profundas.


Anos depois, uma nova estação submarina de pesquisas científicas é atacada por essa mesma criatura e ele é convocado para salvar essas pessoas, sendo que uma delas é sua ex-mulher. E lá eles encontram o tubarão pré-histórico com mais de 25 metros de comprimento, o Megalodon!


E então eles precisam tentar uma forma de enfrentar a criatura e impedi-la de fazer um estrago muito maior. O filme tem muitas cenas de humor e apesar de ser longo, consegue nos prender e tem algumas reviravoltas e cenas muito legais. Sabe aqueles filmes para ver com a galera e se divertir? Esse é um deles.


Temos todos aqueles clichês do gênero que funciona: o ricaço ambicioso e que está financiando a expedição, a mocinha corajosa (Li Bingbing), o alívio cômico (Page Kennedy), o melhor amigo (Cliff Curtis), a inteligente que manja de informática (Ruby Rose) e a criança fofinha e que é mais legal e madura que muitos adultos (Sophia Cai).


Apesar de todos aquelas coisas que já vimos em filme do gênero e de muitas coisas serem até previsíveis, o filme vale a pena pelas referências, pela ação, efeitos especiais e diversão que proporciona.


E você já assistiu? Conta para a gente o que achou nos comentários!



Por: Rodrigo Fonseca
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17 agosto, 2018

[Resenha] Pule, Kim Joo So - Gaby Brandalise
agosto 17, 20180 Comentários

Oi amores, a resenha de hoje é em vídeo! Saiu no dia 15 a tarde e eu acabei me esquecendo de vir aqui divulgar para vocês hehehe. Pule, Kim Joo So é um livro nacional da autora Gaby Brandalise e foi publicado pela Editora Verus. O livro é curtinho, mas super envolvente e impressionante. Surtei muito lendo este livro, era reviravolta atrás de reviravolta. O livro trás o romance entre uma brasileira com um coreano, mas as coisas não ficam apenas nisso. Assista o vídeo para vocês entenderem do que estou falando.

O vídeo não contém spoilers, veja sem medo! Aproveite para comprar o seu exemplar na Amazon clicando aqui. Lembrando que se vocês comprarem com os nossos links estará ajudando o Cantinho Geek. Se você gosta de doramas e KPOP não pode deixar de adquirir o vídeo. Agora chega de enrolação e assista essa resenha maravilhosa! 

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12 agosto, 2018

[Filme] A mala e os errantes
agosto 12, 20180 Comentários
Geralmente tento ver o melhor dos filmes, mas A mala e os errantes tem pouquíssimo o que salvar.

Apesar de algumas risadas e filmagens bacanas do upstate de Nova York, o longa peca em todo o restante pelo número de absurdos. E olha que eu costumo gostar bastante de absurdos na ficção — sou fã de David Lynch, afinal —, mas é possível notar quando eles são fruto de descuido e quando são planejados.



Em A mala e os errantes, Danny (Callum Turner) é ajudante de cozinha em um restaurante italiano, enquanto a misteriosa Ellie (Grace Van Patten) precisa de dinheiro para voltar para casa e pagar dívidas. Ela aceita o plano em troca de dinheiro, mas Danny é obrigado a fazer parte pelo irmão, Darren (Michal Vondel), que deveria ser o responsável pela mala, mas acabou preso antes do plano ser colocado em prática.

A mala e os errantes é só um grande descuido do começo ao fim. Introduzem um mistério pretensioso na forma de uma mala protegida por um plano mirabolante apenas como desculpa para uma aproximação sem muito sentido de dois jovens adultos (quase adolescentes) rebeldes. Embora exista a sugestão de um romance, até ele fica apenas na promessa.



Ok que o título original, Tramps, não menciona nenhuma mala, mas todo o roteiro teoricamente deveria se basear na troca de uma mala. A história, porém, é tão mal construída que isso sequer acontece. Quer dizer, a perda da mala original gera praticamente todo o enredo do filme, mas a troca, que deveria ser essencial no plano, nunca chega a acontecer. Mesmo assim, sem nenhuma explicação, o plano continua apenas com a mala original.

Além disso, o conteúdo da mala é o que menos importa. Temos por aí centenas de filmes ótimos que se constroem ao redor de algo que não tem realmente explicação. Muitos dos filmes do Hitchcock são baseados nesse tipo de narrativa, onde o objeto passou a ser chamado de MacGuffing. O problema real está na falta de amarração da trama — e, ainda, em uma revelação desnecessária que ainda mostra que, apesar de ser a mala errada, é a mala certa (por mais contraditório que possa parecer).



O filme tenta passar uma imagem descolada e rebelde que acaba não colando e é difícil compreender como um continuista deixou elementos tão essenciais passarem despercebidos. Se você quer ver um filme independente, tem opções bem melhores até dentro da própria Netflix, a não ser que não se importe em ver alguma coisa com pouca plausibilidade narrativa.

Minha única apreciação foi pelas sequências filmadas em Poughkeepsie, com o Hudson de fundo. Agora, é claro, tem quem aprecie esse tipo de filme. Se for seu caso e você não se importar muito com buracos no roteiro, talvez até goste.

Se quiser apenas passar o tempo e passear com os personagens pelas linhas férreas de NY, o filme está disponível na Netflix e ainda dá para conferir o trailer (infelizmente sem legendas) aqui:





Avaliação:
1/5

09 agosto, 2018

[Resenha] Madame Bovary por Gustave Flaubert
agosto 09, 20180 Comentários

 "Precisava retirar das coisas uma espécie de vantagem pessoal; rejeitava como inútil tudo o que não contribuísse ao consumo imediato do seu coração, pois seu temperamento era mais sentimental do que artista, e ela procurava emoções e não paisagens."


O livro “Madame Bovary”, foi escrito por Gustave Flaubert e publicado em 1857, na França. Nesta época, o romance causou grande escândalo por se tratar de uma história sobre o adultério feminino. A obra também é considerada um dos primeiros romances realistas da história e possui uma das primeiras cenas com um personagem sofrendo de um ataque de nervos, o que achei um ponto bem interessante.



O livro teve grande sucesso justamente por ser proibido e seu autor ter ido a julgamento por escrever ofensas morais e à religião, pois em muitas passagens alguns personagens criticam a igreja e à Deus. Após ser absolvido pelo júri, ele continuou a ser julgado por escritores considerados mais rigorosos e intolerantes da época. Apesar disso tudo, o livro se tornou um clássico literário reconhecido hoje, mundialmente.

Sobre o enredo, primeiramente, conhecemos Charles Bovary, que não se esforça muitos nos estudos quando criança e é um tanto tolo e conformado com a vida, mas por fim, se torna um médico da região, porém não é reconhecido nessa profissão legalmente. Depois conhecemos Emma; uma moça encantadora e gentil a qual depois de um tempo vem a se casar com Charles, quando ele se tornou viúvo.


Após o casamento, Emma Bovary começa a sentir-se presa em uma vida medíocre e sem graça. Por ela ser uma jovem leitora, por ter ficado um tempo dentro de um colégio de freiras e não saber muito a respeito da vida, pensou que teria uma existência cheia de regalos e amores arrebatadores como nas histórias em que lia, mas se vê casada com um homem que não a ama por completo. Na lua-de-mel, já se sente arrasada por nada estar saindo da forma como ela achava que seria.

Madame Bovary, por não se sentir completa, ficava por horas pensando em outra vida que gostaria de ter e então acabou se relacionando com dois rapazes e se entregando de corpo e alma para as relações. O primeiro homem com quem ela se envolveu foi Rodolphe. Este personagem é do tipo sedutor e encantador. Eles tiveram uma grande paixão, porém no momento em que Rodolphe perde o encanto por Emma, começa a tratá-la com indiferença e pouco depois com uma atitude cafajeste, se afasta da pior forma que poderia existir. Emma adoece e fica por meses dessa forma.


Um período após este acontecimento, ela reencontra um antigo jovem com quem teve um flerte antes de Rodolphe, Léon. A história se repete; ela se entrega por completo na relação com o rapaz, gasta dinheiro com presentes, vestidos e coisas fúteis e endivida-se, por fim encontrando-se em um beco sem saída e encurralada dentro de suas próprias mentiras.

O estilo de escrita de Flaubert é genial, inteligente e rebuscada. Há momentos em que a leitura se torna cansativa por esse fato, porém há outros momentos em que não se consegue parar de acompanhar a narrativa.




O livro começa nos contando a história de Charles e termina com ele, um fato interessante. No começo é difícil perceber quem será o personagem principal da história e até o final do livro, não temos um personagem marcante. A conclusão que se chega é a conclusão que todos também chegaram: O personagem principal é a estupidez humana.

Emma teve uma vida pouco movimentada e não foi alertada sobre a realidade do mundo. Como vivia lendo romances, acreditava que sua vida poderia ser como nos livros. E a todo momento ela fazia isso; tentava transformar sua história em uma aventura. Ela pensava que o amor era como nos livros, mas a realidade dos homens que conheceu era bem diferente do que ela lia e quando se dava conta disso, seu mundo desabava. Ela procurava o amor verdadeiro, ela procurava uma essência para sua vida e nem mesmo com o nascimento de sua filha Berthe, não enxergou o verdadeiro amor. Ela sempre buscava por se completar, por fazer de suas idealizações, a sua vida real. É uma personagem que pode te causar raiva, mas que também ao considerar, te causa pena. Ela não teve oportunidade, ela foi mal instruída e porque não, mal-amada por Charles que sempre achava que estava tudo sobre controle e que também era um homem que deixava a desejar.

Na psiquiatria até existe um termo para isso: Bovarismo; ela queria ser quem não era.  

A história é bem emocionante e triste. O fim de Emma é inesperado, porém ao momento, ela teve suas razões já que estava sem saída. 

Há algumas adaptações no cinema para o livro e eu recomendo bastante.



“Um homem, pelo menos, é livre; pode percorrer as paixões e os lugares, atravessar os obstáculos, consumir as felicidades mais distantes. Mas a mulher é impedida continuamente. Inerte e flexível a uma só vez, tem contra si as molezas da carne com as dependências da lei. Sua vontade, como o véu de seu chapéu preso por um cordão, palpita a todos os ventos; há sempre algum desejo que carrega, alguma conveniência que detém.” 


08 agosto, 2018

[Youtube] Vídeo novo - Bienal Internacional do livro SP 2018 - Presentes e compras
agosto 08, 20180 Comentários


E ai Geek's tudo bem? Então pra quem não sabe eu e a Géssica estávamos na Bienal do livro em SP, e eu fiz um pequeno vídeo mostrando alguns presentes que a gente ganhou de algumas editoras e algumas compras que eu fiz, a minha parte é muito pequena comparada com a da Géssica então logo em breve haverá um novo vídeo mostrando pra vocês muito mais sobre a Bienal do Livro 2018.

Pra vocês que ainda não conhecem nosso canal o link vai estar aqui embaixo, por favor gravar e editar não é muito fácil pra gente então se vocês puderem deixem seu like e se inscreva no canal e também compartilha com os seus amigos!  

Link do vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=j0iIVWPMPMo&t=6s

Aqui algumas fotos do evento!







E aguarde em breve traremos muitas fotos no post do vídeo da Géssica!!

Até breve valeu Geek's e não se esqueçam de ir lá no canal em!

05 agosto, 2018

[Resenha] As Elizas — Sara Shepard
agosto 05, 2018 2 Comentários

Embora já tenha ouvido falar da série Pretty Little Liars, nunca me interessei o bastante para encarar as 7 temporadas disponíveis. Portanto, meu primeiro contato com o trabalho de Sara Shepard foi quando escolhi As Elizas como nova leitura.

O que me chamou atenção inicialmente foram as comparações. As principais propagandas apontavam para um suspense tão bom quanto os de Hitchcock, de quem gosto bastante. Portanto, livro prometia ser um prato cheio para um dos meus estilos favoritos de narrativa e, veja só, a promessa foi cumprida!

As Elizas conta a história de uma jovem autora, Eliza Fontaine. Eliza é uma autora estreante que terá um livro publicado em breve. A obra, intitulada "As Dots" se torna, então, um livro dentro do livro e prossegue seu desenvolvimento de acordo com os acontecimentos misteriosos da vida de Eliza.



As narrativas são alternadas: nas passagens de As Dots, conhecemos a jovem Dot e sua tia, Dorothy, em uma ágil narrativa em terceira pessoa. As personagens em as Dots são bastante carismáticas e a situação que vivenciam acaba ligando facilmente o leitor a elas.

Já nas passagens de Eliza, narradas em primeira pessoa, a coisa é um pouquinho diferente. Eliza não é exatamente uma personagem com a qual conseguimos simpatizar facilmente, o que só é agravado pela sua possível loucura e comportamento autodestrutivo. Eliza, aliás, nem faz questão de parecer alguém agradável. Ela mesma aponta seus defeitos e denuncia diversas ações tomadas deliberadamente para prejudicar terceiros. Não vejam, porém, isso como algo negativo: a maior parte das ações e comportamentos fazem parte do desenvolvimento da personagem e a forma como Sara Shepard construiu isso foi realmente incrível.

Os personagens secundários também têm seu carisma, com destaque para o esquisitíssimo Desmond, que é uma mistura de galã feio com alívio cômico.

O livro mistura teorias da conspiração, suspense psicológico e um clima investigativo onde todo mundo pode ser suspeito de estar tentando assassinar Eliza.

A tradução é de Elisa Nazarin é de ótima qualidade, algo que realmente precisa ser apontado entre as grandes editoras nos últimos anos.




O volume tem 384 páginas e foi lançado apenas em e-book e brochura pela Harper Collins Brasil.
Se você for fã de cinema noir, talvez ache o final um tanto previsível. Aliás, o livro é cheio de referências ao cinema clássico e pode ser até considerado uma espécie de homenagem a ele, porém, adaptado para uma narrativa na Los Angeles moderna.

Mesmo se não estiver acostumado com as reviravoltas de suspenses e mistérios dos anos 40 e 50, certamente irá se deliciar com uma trama envolvente e cuidadosa, que deixa uma centena de pistas pelo caminho para que possa tentar resolver o mistério por conta própria.



Avaliação:
4/5

Resultado de imagem para as elizas

02 agosto, 2018

[Resultado] Top comentarista de Julho
agosto 02, 2018 6 Comentários

Oi amores!!

Hoje saiu o resultado do top comentarista de Julho. Fiz toda a verificação e hoje venho trazer o tão aguardado vencedor!!